domingo, 16 de novembro de 2008

CONFLITOS SOCIAIS E "PATIFES ILUSTRES"

1 - A CORTE SE AGITA
Não bastasse a farsa montada por Gilmar Mendes e Demóstenes Torres sobre um “grampo” institucional que ninguém provou e que, ao contrário ‑ segundo o testemunho do encarregado da segurança do STF nas suas transmissões e recepções ‑, foi uma montagem política para criminalizar investigações da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) a partir do fato de o delegado Protógenes Queiroz ter ajuntado ao inquérito da Polícia Federal contra Daniel Dantes et choldra serviços daquela inteligência do Governo Federal; não bastasse isso, a Polícia Federal e a ABIN passaram a ser eiva de interesses divergentes e escusos no sistema político brasileiro e na segurança e inteligência do governo federal.
Perdido em meio aos conflitos de interesses políticos contra o Poder Executivo e o País, o ministro Tarso Genro passou confirmação de alienado enquanto a corregedoria da PF, para apropriar-se das provas do inquérito Dantas e sua evolução processual, invadia a residência e o computador usado pelo delegado Protógenes e, ademais, tomava segredos de Estado na ABIN. Nesse pandemônio político, Gilmar Mendes, Demóstenes Torres, Nelson Jobim e seus cúmplices não serão processados; nem Daniel Dantas e seus notórios sócios. Protógenes Queiroz sim e talvez Paulo Lacerda, por se atreverem contra o sistema Dantas.

2 - A SOCIALIZAÇÃO DOS PRIVILÉGIOS
Medida que deveria ser de qualquer governo democrático-social, o senador Paulo Paim projetou restituir aos aposentados do INSS seus direitos salariais. Todavia está encontrando encarniçada resistência desse contubérnio de burocratas louvados, banqueiros autorizados à especulação financeira e exportadores laureados por subprimes. E não se pense tratar de mero neoliberalismo à européia, em que desativar trabalhadores e servidores equivale a pagar o trabalho e o empenho do profissional que vai descansar da carreira; é agora política de seguro social e de resgate dos direitos humanos do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Não é de estranhar que essa nova classe no poder, tendo por iluminado o negociador sindical Lula, decida elevar a socialização dos prejuízos dos poderes públicos e suas instituições decorrentes das aventuras em contratos e dólares de bancos e empresas e da má administração dos grandes cartéis sequiosos de integrar a festa financeira internacional. Isso já vinha fazendo sob a batuta do chefe Henrique Meirelles sobre nossa nação refém. Contudo restaurar condições de vida em degradação, restituir salários de aposentados são riscos para o Tesouro e compromisso-ameaça de excessivos bilhões de reais.
Ora, patifes ilustres!, tem quem compre a sua generosidade.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

PROJETO BRASIL

Vejo na TV Educativa Lessa, Darc, Ouriques, Gilberto analisando a crise Brasil dentro da crise mundial do capitalismo. Esclarecem: a embuçada ideologia (“pragmática”) Henrique Meirelles é quem imprime as diretivas ao “mercado transnacional-nacional” debaixo da retórica esponjosa de Lula. O país não tem projeto nacional e o Partido dos Trabalhadores não tem projeto político‑projeto social‑projeto nação, assim como Luiz Inácio Lula da Silva tem ignorado o que seja isso. Os aliados do PT no governo agem com o “seu projeto partidário”, de que, afinal, um “projeto Brasil” seria mera dependência.

Um retrato nacional: Tantos de nós falando, tanta imprensa vem interpretando, tanto intelectual vai comentando; como se fosse matéria escandalosa para o dia-a-dia do cliente de mercado, consumidor adimplente, dialogista impenitente. Enquanto aqueles entrevistados vão ao fundo das desídias brasileiras, dos interesses escusos no governo, os intelectuais orgânicos com destaque partidário fazendo seu serviço a interesses e comissões, os militantes políticos destacando o proselitismo e seu carreirismo, os adictos à burocracia de Estado fazendo ou cumprindo programas pontuais ao ponto. A burrice larvar suportando desde baixo esse cretinismo político, social e cultural.

Uma coisa vamos aprendendo: além da existência de classes e estamentos sociais sincronizadas ao poder político-institucional (a direção capitular dos três poderes é o retrato desse Brasil mais-ou-menos; mais pra menos!), além dos movimentos e partidos representativos desse “crisol democrático” com suas lideranças oligárquicas, além da violência jurídico-política com que o poder “inclui” e “democratiza” a subalternidade social, temos a esplendente retórica governista ‑ debaixo da qual todos os estultos se avassalam no voto “esperança”.

Eu, intelectual impotente, assisto àquele programa sério, profundo e motivador mas reconheço minhas incapacidades (não apenas “desistências”). O governador Roberto Requião faz “o ponto”, retorizando os pronunciamentos políticos dos mesários; assim cumprindo um papel complementar à coordenação de Beto Almeida. Nesse discurso, os presentes não têm dissonâncias, e até Requião abrilhanta-se na oratória. Então, cada um de nós em seu papel, sua função política, e eu ali me reconheço assistente inútil: meu discurso político além de não ser suficientemente fluente e estruturado vem rebatendo numa esquerda ideologicamente corrupta e comissionadamente viciada pela pecúnia.

Alguns programas de debates ‑ entre eles esse da TV-Educativa ‑ despertam a inteligência política e o compromisso social-nacional. E aqueles debatedores fazem sua missão social com clareza e descortínio, embora a continuidade política venha a se fragmentar no aristocratismo do governo Requião, como a se chocar com a “nova classe no poder político-administrativo” do governo lulista do PT-PC do B-PSB e outros “brasileiros”.

Estamos sem força para adiantar essas lições.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

GIRAMUNDO

O deputado Alexandre Cury, como se fosse fazer mero bota-fora levantino (mas na verdade, além de Seca e Meca, com roteiros no Extremo, Médio e Próximo Orientes); foi a um caravansará em Abu-Dabi, levando séquito de distintos gêneros, em que se destacam o vizir Roberto de Mello e Silva e alguns xarifes. Denominada “a grande viagem ao Oriente”, a excursão orientada pelo deputado Alexandre visitará durante 20 dias e 21 noites os mais famosos príncipes com seus haréns e potentados com seus negócios, podendo advir vantagens para nossas economias em descrédito.
A luzidia comitiva saiu a fazer negócios de alto proveito, pompa e circunstância, causando assombros além da materialização de interesses mercuriais. Uma parte dos compromissos da caravana segue o mesmo itinerário de Marco Pollo, descortinando horizontes, negociando com descendentes de Tamerlão, sucessor de Kublai e Gêngis Khan, e trazendo idéias e criações muito úteis à produção e comércios aqui no Ocidente.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

RESCALDOS ELEITORAIS

Não pensei voltar a comentários depois de ter verrinado condutas do PT degenerado-oportunista-negocista em que se transformou, particularmente no Estado e, exemplarmente, em Curitiba. Todavia, a campanha eleitoral de 2008 exigiu denúncias e acusações ‑ desde à disputa interna, em que uma demagogia proselitista acrescida à transformação de bases eleitorais em conturbérnio indecoroso de chefetes de bairro e cabos eleitorais cooptados se veio constituindo em redutos facciosos em busca de satisfações extrapartidárias; até a subsunção de lideranças petistas acamaradas por caudatários do sistema autoritário das cúpulas regionais e nacionais. Vale dizer, o oportunismo, o carreirismo e o seguidismo cartorialista têm transformado o Partido dos Trabalhadores numa crescente feira de influência autoritária sob condução “superior de classe” e merchandisings pouco explicáveis, com explicitação nas deformadas campanhas Vanhoni até a campanha Gleisi.
Não basta, entretanto, registrar o que todos sabem e desejam ignorar: o PT veio sendo tomado por um estamento de poder nascido eleitoral porém conservado como acoplamento às ações e desdobramentos escandalosos de diirigentes nacionais oportunistas, carreiristas; cúmplices da economia monopolista e do sistema financeiro, traficantes de empreitadas públicas e despachantes de serviços estatais. E vamos chegando a termo ‑ as liças internas como quedas de braço entre “grandes eleitores” que conduzem o rebanho mesclado de “ideológicos” com “ativistas-claques” contra os doutrinários e compromissados com a origem e os pretendidos destinos de um partido dos trabalhadores.
Feita essa preliminar, podemos falar do coroamento formal de toda essa política de oportunistas e falsários: o documento à guisa de prestação eleitoral, onde se esconde o que não se pode mostrar: 1) o desprezo à insegurança social, ainda que no quadro de melhoria relativa de salários, serviços e créditos: insegurança pessoal, familiar de assistência e promoção sociais: centros de convivência-creches, saúde, educação, trabalho, transporte, serviço público e cultura-lazer. A incapacidade de mostrar alguns testemunhais da população se transformou em retórica dispersiva e idiota das chefias de campanha como se os “achados” de algum marquetólogo substituísse a vivência comunitária. Tudo como se os magnos problemas de cada aspecto e setor da vida social se transformassem em frases de efeito; mostrando que o partido nem mais consegue mobilizar os que conhecem nossas realidades e podem propor soluções.
Sem pretender esmiuçar cada perspectiva sociopolitica e política aplicada, destaquemos que a oportunidade tecno-educacional para que crianças, jovens e adultos possam recuperar sua defasagem de conhecimento em capacidade de integração e ação (ensino-cultura-lazer tecnológicos) foi inteiramente ignorada, e como a atividade econômica (capitalista) mais à vista: o turismo, não teve sequer um capítulo de atenção. O transporte de massa com leito em superfície na linha verde, as reformas da educação formal, da saúde familiar e para segurança comunitária ficaram para o atual partido “mais à direita” que a administra contra a população.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

ME EXPLIQUEM!

Antes da atual depressão capitalista eu já não entendia dos mistérios do Estado dominado e dirigido pelo capitalismo. Depois, com a turvação das diretrizes neoliberais do Brasil, juntamente com outros “nacionalismos” com “democratizações” na América Latina, acreditamos que haveria mudanças significativas no aparelho de Estado, que então passaria a agir pelo menos em busca de um equilíbrio entre as classes sociais produtoras: os produtores diretos seriam ressarcidos da “produtividade extraordinária da mais valia” e dos confiscos públicos que tributam as avenças do trabalho mais do que ao capital.
Vimos a crise e a exposição de fraudes especulativas nas finanças reais e virtuais. E, desde aí, o falecido Lord Keynes foi chamado para ostensivamente salvar o capitalismo especulativo com os recursos públicos de Estado (afinal, especular é sua condição essencial de crescimento!), a pretexto de que estariam salvando a nação e seu sistema produtivo e a própria vida das pessoas; e não só os míseros acionistas classe-média do sistema especulativo das bolsas e de outras instituições financeiras.
Que os 7, 8 ou 20 países capitalistas “desenvolvidos” às custas da espoliação do trabalho e da apropriação do Estado “de bem ou mal-estar social” queiram remir seus déficits, “quebras”, perdas e prejuízos tidos na aventura do roubo e do lucro não é motivo de surpresa. Mas que os governos social-democratas ou democrata-sociais subdesenvolvidos entreguem as classes sociais subalternas para que os Guido Mântega‑Henrique Meirelles e seus tecnocratas desfaçam os últimos laços econômico-políticos do resgate sociopolítico do povo brasileiro é muito mais que um abuso e uma afronta.
Além da retórica bravateira de governo no próprio ato de “salvaguardar” os meios e interesses financeiros e especulativos das casas de crédito e de afiançar aos exportadores e às empresas de obras públicas que o espetáculo vai continuar, o que ficou acordado com as classes trabalhadoras e o sistema da produção de alimentos para a mesa nacional? (As garantias sociais do trabalho e da produção?)
Assusta-me que a “causa nacional do governo Lula” tenha um Brasil do capital e não do trabalho e a “causa democrática do petismo lulista” preconize que as instituições servem ao capital, como o “capital serviria a todos nós”. E foi para isso que nos vem convocando a representação democrática dos interesses nacionais?.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

CRÍTICA POLÍTICA

Qualquer pessoa pode, e não precisa autorização de fiscais ideológicos, para criticar políticos e os críticos dos políticos. Se não gostamos, respondemos. Esse é o jogo do diálogo e do bom combate.E se conhecemos alguma má-fé interveniente na luta interna partidária, temos o contrafogo político para usar ou para aglutinar idéias e ações.Quanto a Hora H, é mais um instrumento de uso e descarte do governo e da prefeitura e como tal deva ser analisado: o seu proprietário sempre foi apenas mais um.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

TÃO GRAVE

Confrangido pelas verdades, atormentado pelas incúrias, acometido de culpas, faço um pedido de anistia temporária: não mais perturbarei aqui o discernimento político dos “vigilantes socialistas” e de seu contrapeso, o redivivo “Clube da Lanterna” (“O preço da liberdade é a eterna vigilância!”‑ UDN). Porém antes de ir para um merecido ostracismo, vou re-expor algumas debilidades ‑ pouco entendo de política, sou malformado em filosofia e em ciências sociais; disponho de poucas informações histórico-políticas; sofro de inadimplência sensualista, estética e erótica, às vésperas dos 80 anos. Claro, também, que não estou de cabeça baixa ante os inquisidores.
Enquanto o tribunal revolucionário marxiano avalia este pedido, solicito que todos os comunistas, socialistas, democrata-populares e afins se mobilizem, reúnam e discutam a crise econômico-político brasileira dentro da crise sistêmica do capitalismo globalizado, da qual se foi conhecendo sucessivamente uma penhora imobiliária, um déficit financeiro, um vazio de investimentos produtivos, uma algaravia das bolsas especulativas de valores, uma “quebradeira” de especuladores e credores fraudulentos, mas com a extensão dos danos a toda a população mundial. Para cujo placebo sanitário, a sociedade emergente nos oferece o suicídio (das classes trabalhadoras e dos ingênuos “investidores”), sem a devida correção das relações entre a estrutura produtiva e as condições de vida dos produtores frente ao manipanço “Mercado” e seus gângsteres neoliberais; muitos acoplados ao complexo industrial-militar (EUA) onde se acumulam déficits gigantescos (a serem pagos pelos povos invadidos pela “democratização” militar).
Acredito que o Lula da Silva (não seja o da Selva) não faça do seu “Novo-Proer” e das ensanchas aos exportadores, a par de seu PAC com privatizações, o centro das respostas brasileiras à crise mundial. Ignorante da ciência econômica mas premido pelas responsabilidades sociais, atrevo-me a dizer que, na contracorrente da crise, devemos assegurar produção, sistema de trabalho com maior produção e distribuição de riquezas e consumo social. Se as reformas sociais ‑ como a agrária, urbana, educacional, sanitária, de previdência social, segurança pública e tecnológica, juntamente com a reforma política ‑ não receberem maior cuidado político e dedicação do que o “sistema financeiro e agrário-exportador” merecemos ir aos infernos: naufragar sob as investidas financeiras, as “salvaguardas nos preços” de gêneros e dos serviços sociais e com as transferências de custos e abusos para as classes trabalhadoras. E teremos então “vencido as procelas” com os comandantes no castelo de proa (ou Proer?) e a tripulação miserável comendo biscoitos bolorentos e grãos fermentados.
De assim, pleiteio que os republicanos não se submetam aos publicanos, que os democratas-populares rejeitem demagogos e populistas, que os socialistas recusem a liberal-democracia e que os comunistas lavem os pés com água quente e sal. Contudo mandem um recado ao Luiz Inácio Lula da Silva: Não é hora de discurso; é hora enfim de reformas.

CONFICTIO IDEOLOGICUS

Embora apertados pelos desafios a nossa práxis, cujos direcionamentos e soluções positivas são esperados, devemos lembrar os arcanos da dialética materialista: “a aparência é uma forma do ser que nos falta descobrir.” Assim, ao que aparece, também um espíritu inquinatus deve precaver-se de intempestividades: ao se confirmar que a luta de classes é a instância racional do processo político e das eleições censitárias, ainda que os oportunistas queiram justificar-se ardilosos “em lidar com a massa conformada pela ideologia corrente”.
Não é de estranhar que as classes deprimidas (confusas, oprimidas, exploradas, porém alegres convivas na sociedade do espetáculo) submetam-se a quem dá demonstrações de influência social e poder; daí a luta das classes sociais ser atravessada pelo “poder” (porque o “oráculo da esquerda”, o “retórico socialista”, o “intimorato lutador social” está tendo “esse poder” de liderar, organizar, educar e conduzir demonstrando um “poder real” dos trabalhadores? Em que sentido e com que resultados?) e esse poder “social” teria algum eixo nitidamente focado, com meios de ação coletivos e lideranças confiáveis pelo processo organizativo social e pelos caminhos políticos?
Nós, extratos alienados da classe burguesa e periféricos políticos às classes mais oprimidas e exploradas, estamos tentando fazer o quê? A quem servimos quando nos investimos no papel tutelar aos necessitados? À conquista do “poder de representação política das massas” (censo-eleitoral), em alguma promoção social das próprias lideranças sociais pré-existentes dentre a massa; ou a alguma “revolução político-social” na dinâmica de uma sociedade capitalista ‑ cujo centro econômico-político é a inelutável expansão do lucro, diretamente ou através de “ajustes progressistas” na produção e situação das classes sociais dependentes?
Nascido parte e umbilacalmente ligado às classes trabalhadoras, o PT foi cambiando ao sabor de sua “elite trabalhista” (artesanal, sindical, jurisprudencial-trabalhista, magisterial e “ativista do meio social”) até confirmar-se um estamento político “pequeno e médio-burguês” a serviço, em primeiro lugar do quê? Do “movimento sindical” e sua advocacia trabalhista, das ações sociais públicas, das ongs-“sic’, das empresas prestadoras à administração pública, dos fundos da previdência? Assessores do camarada Carlos Slin, das empresas de transporte coletivo, do pró-lixo, da educação, da saúde, da gestão do meio ambiente(?), para o Cecílio-Carvalhinho-Anibal-Alexandre-Derosso Cury, para os grupos de educação, saúde, segurança, ou para o Daniel Dantas?
Todavia, não adianta agora fulanizar culpados de desídias nem os que enricaram como rufião de luxo dos trabalhadores e do “pessoal da esquerda” se não tivermos consciência de que atitudes e posições de classe (que criaram essas variantes sob o nome de andrismo, anholismo, estiquismo ou...) de qualquer “afiliamento” dito ideológico de grupos que misturam sua ascensão social com os interesses da luta de massas. E, ademais, por que e como acusar quem fez ou faz algum trabalho de arregimentação mesmo ao seu modo (desde com direção clara social) quando também tem que “salvaguardar o seu grupo” (que “não deveria ser uma facção!”) dessa degenerescência que se vem revelando “poderosa” nas disputas de chefia partidária?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

CARTADA FINAL

Fui desafiado e desfeiteado por alguém que se chama “Dr. Jocker”: “Você não percebeu, sociólogo do planalto? Gleisy com 30% seria candidata ao governo; com. menos de 20% terá que disputar o Senado. Com quem? Em dobradinha regional-nacional com Roberto Requião; enquanto Lula tentará “convencer” o Jorge Samek (íntimo de Requião e indisposto a deixar a boca livre, é claro) a disputar o governo do Estado.
Continua a provocação: “E o Beto Richa disputará o governo estadual apoiando Osmar Dias e mais alguém... não importa quem será o par... E então você viu o jogo encerrado, quando o baralho ainda está sendo carteado ?” Então, a partir daí minhas dúvidas passaram a ser também sobre palavras: “sociólogo ou geniozinho? As cartas estão sendo embaralhadas, ou o baralho está sendo carteado”?
Ele me estoca mais fundo: “Até o Alexandre Cury e o mano “passa contêiner” Eduardo, que não são lá essas cabeças de pensadores políticos, já compreenderam que “a divisão das eleições municipais era necessária para restabelecer a unidade impositiva e impostergável da eleição governamental-presidencial”. Você não havia sacado essa? E você ficou atirando flechinhas sobre um “acordo Beto Richa-Bebeto Requião, e o Carlos Moreira terá agora outra alternativa do que disputar deputado federal? Quem sabe, no mesmo espaço de disputa do Eduardo Requião, que vai perder a boca do pedágio?”
E acrescenta: “Veja mais, são muitas derrotas do PMDB sim, porém, quem mais perdeu: André Vargas em Londrina, Rosinha‑Tadeu Venéri em Curitiba. E Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Guarapuava... por aí, o melé não foi geral? Quem poderá reconstruir esse eleitorado em candidaturas majoritárias? Adivinhou?”
Gostaria muito de saber quem é esse “Dr. Jocker” (não revelo minhas suspeitas fabianas) porém naufrago relutante às provocações e acicates da esperteza. O que me revelou possível não foram apenas “esses fatos reais”, mas “os fatos” é que serão sempre duvidosos. O de que não se pode duvidar é da sinuosidade política e das evidentes ações oportunistas. Até especialmente quando parecerem proceder da Estrebaria de Áugias situada no poder político.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

As principais cidades-sede microrregionais (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Umuarama, Cruzeiro do Oeste, Araucária, Guarapuava, Paranavaí, Toledo, Cornélio Procópio, Paranaguá, São José dos Pinhais, Arapongas, União da Vitória...) têm o colégio eleitoral decisivo para as eleições majoritárias. O desempeno partidário nas eleições de 2008 aponta, no aspecto geral, as forças de apoio e sustentação dos possíveis candidatos ao Senado Federal e ao governo do Estado.
Assim, pelo que se viu, Curitiba e sua Região Metropolitana, Londrina, Maringá, Cascavel e suas microrregiões, se não criaram uma impossibilidade eleitoral para todo o PMDB, mostraram revés acachapante e de difícil retorno no nível de sua liderança estadual. Ainda mais que o descozimento da nova aliança nacional PT-PMDB chegou aqui à fragmentação total sob a batuta do requionismo confrontado ao andreísmo-bernardismo. Então, todos os cálculos que se basearem na relação partido + lideranças (e “autoridade-emblemática”) deverão colher os estilhaços político-ideológicos e verificar da possibilidade de reajuntá-los e até de ampliar sua base sociopolítica.
Muita verdade é que a derrota não foi do Requião e do Lula (por seus sátrapas regionais) e sim da caótica linha político-eleitoral dos partidos aliados a Lula e dos comissionados do governo Roberto-Eduardo-Maurício de Mello e Silva; e essa linha política é conseqüência de um “esquerdismo” reivindicativo, oportunista e a-ético encantado com o alcance ao poder, de que “as patrulhas necroideólogas” são a fanfarra eleitoral na internet e na Boca Maldita de Curitiba.
De minha parte, não me dou por compensado nem satisfeito, apesar do que possam assoalhar os “políticos velhos de guerra”. Todavia temos de reconhecer as desídias, vacilações e oportunismos dos “socialistas” de carteirinha e o tédio pequeno-burguês (não grande!) e o comodismo (como meu caso?) dos “teóricos sem classe nem base social”.
Apesar dessas faltas e mazelas, sempre me dispus a estudar, analisar, discutir, debater e avaliar as relações sociais de classe em relação ao poder dos estamentos políticos e suas formas de dominação. Sei que essas questões são abominadas pela idiotia dos carteiraços ideológicos com que se justificam os caciques partidários. Ainda assim, a luta continua (mais para expurgar o carreirismo e o oportunismo nas esquerdas do que demonizar nossos adversários de idéias e programas).

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

MOLÉSTIA À PARTE

Assoberbado em afrontas e iras, faço-me uma vestal política, mas qual!... Ao sofrer provocações e acicates eles se tornam dislogias, como sabem acometer a tantos sábios, suábios e bessarábios. E assim me explico as verrinas que distribuo após tomar o chá da quelidônia, penitenciando-me por tantas fúrias.
Mal justificado, posso dizer que Luiz Inácio Lula da Silva é o Juscelino do Século XXI, mal-culpado das farsas ídeológicas e aspirações negocistas da cúpula do Partido dos Trabalhadores (Afinal, quem confirmou algum compromisso político-ideológico de José Dirceu, Luiz Gushiken, Celso Daniel, Antônio Palotti, Gilberto Carvalho, Marta Suplicy, Ricardo Berzoíni etcoetera?), pois como exigir postura e estatura de um inteligente e hábil negociador sindical, não afeito às maldades da corte? Assim, no plano da inclusão social, como dos ingressos formais em trabalho, previdência, saúde, educação, alguma previdência e em crediários diversos, o IBGE e o IPEA bimbalham os sinos. Porém, seria exigir demais de um político “à esquerda” formado no centrismo ideológico dessa disponibilidade tradicional das “classes trabalhistas em ascensão” que jogasse fora o joio petista e ficasse com o trigo político-técnico que lhe fundamentou a bandeira das grandes mudanças políticas. Hoje, ele é refém do “mensalão” e outros ãos; e de Meirelles, Jobins e afins, enrolado em tal estamento petista de picaretas políticos. Hosanas, heresiarca Lula!
Mal-lembrado, ouso repor que o trabalhismo (mesmo sindical-populista, porém progressista) no Paraná foi interrompido com a morte de Souza Naves, e pelo diversionismo cristão-populista (PDC de Ney Braga e Afonso Alves de Camargo, Norton Macedo, Campos Hidalgo e até José Richa ) e sob o golpe militar de 1964. E que a restauração democrática de 1983 pôs no governo José Richa-João Elísio Ferraz de Campos (corretor “político” de Jaime Canet Júnior), cujo programa de “reformas políticas” era autolimitado pelas matrizes ideológicas do ex-deputado federal-prefeito-senador de Londrina em sua nova associação, e pela leitura diária da Bíblia (precisava ver a cara do Otto Bracarense, quando era sua vez de ler um trecho “para iluminar o governo” sob vigilância da ditadura militar!, enquanto o Hidalgo cuidava do Banco Del Paraná, o Leo de Almeida Neves administrava e o Anibal Cury dava “cobertura política” o Banestado de cál). E daí à sucessão de descompromissos e demãos com as disputas Belmiro-Scalco X Garanhão; não por mentirosas moralidades mas pelo poder de grupo e a corrupção política de interesses econômico-eleitorais. Depois, o retórico radialista “de esquerda” Álvaro Dias assumiu o governo com uma claque de outros vigaristas, abrindo espaço político para que o PMDB alçasse qualquer aventureiro do “MDB velho de Guerra”. Pois bem, o resto vocês devem conhecer ouvindo quem possa babar-lhes os ouvidos moucos. Quanto ao que veio depois, nós também somos muito culpados de acoitar aventureiros “gauches”, negocistas e pilantras.

domingo, 28 de setembro de 2008

A MAZORCA "DEMOCRÁTICA"

Enquanto os “Patifes Ilustres” do Supremo cometiam o superior compadrio, afronta institucional e corrupção à decência, jurisprudenciando-se em confirmação ao nepotismo para um psicólogo (“Ali passa contêiner”) experto em transportes marítimos, terrestres e aéreos no Paraná, “Patifes Ilustrados” do Paraná negociavam o nepotismo local no Tribunal de Contas para um pára-psicólogo em educação física em troca de empregos para as carentes mulheres de altrano e beltrano. Tudo em famiglia: Avanti Paraná, avanti Brasilis!
Aquele “patifes ilustres” federais não sabiam do desliga Paranaguá‑liga disponibilidade secretaria-especial do Dudu‑pós religado na Secretaria de Transportes? Continuaremos sujeitos a mares e gilmares, jobs jobins, malacachetas e xistos e seus lances na hermenêutica político-institucional? Quanto a esta província, pois não é o Alexandre Cury que assere poderes e nomeia delegado (como fazia o capo de capo, seu avô Anibal, no Banestado, delegacias, cartórios e outras casas de tolerância)? E assim se asserta o baralho enquanto o Diabo pisca!
Quanto a tal, o Haras de Alcides Côltri em Almirante Tamadaré (aquele mesmo que foi grilado pela quadrilha Anibal Cury e o seu benefactor Bebeto Requião transformou em Museu e Memória das Negociatas (confortando seu amigo, assessor político e confidente Alexandre Cury) e agora está sendo preparado como nosso simbólico “11 de Setembro” da administração Mello e Silva. E, ao mesmo tempo, aquele rapaz promitente, Marcelo Almeida do Detran (cujo pai financiava a “política de pedágio” de Requião) continua alimentando nos balbucios da noite o seu Clube Político de Mefistos (a nata da inteligência política) à rua Mateus Leme, onde passam em revista o que ai se passa por esse reino de Massaranduba e Algures.
Em tempo. O boi de piranha “Reitor Moreira” só agora descobriu que o jogaram “numa fria” e seu padrino político já vai espalhando que “ele é uma decepção”, “um incompetente”; “culpado de impedir” que o gênio cavalariano do Atuba lançasse o Rafael Grecca a prefeito (Com aquele mesmo cinismo com que chamava o colega Vitório Sorotiuk de “caffoni”, o Romannelli de se haver mal com negócios imobiliários e o vice-governador Orlando Pessutti de “pouco apto” ao exercício, e de ter sido horrivelmente changeado nas últimas eleições pelo TRE).
Como a história dos “Patifes Ilustres” daqui e alhures ainda esta no entreato, deixo à fervilhante imaginação de gigantes políticos, feiticeiros ideológicos, barbeiros a domicílio, massagistas noturnos e alegres saltimbancos essa enorme expectativa e a impagável esperança.

sábado, 27 de setembro de 2008

MEMÓRIAS

Recebida de Carlos Silva

MemóriasCom a morte do Lamartine, grande figura humana, o Edésio assumiu o trabalho de respaldar juridicamente os movimentos urbanos de ocupação e com este deixando está atividade para se deslocar para as atividades junto ao movimento sindical quem assumiu como advogado do movimento de bairros foi o Roberto Requião, que retornava de Foz do Iguaçu aonde havia falido a filial da Loja Nacional.Ele foi apresentado pelo Edésio aos militantes lideres de ocupação Cesar Pelosi, Barbosa, Jairo Graminho e o Pedro Chávez entre outros.Em cima deste movimento cuja tutela herdou ele constrói as bases para oportunisticamente se lançar a candidato a deputado estadual.Dentro do PMDB, pois está história de ter sido do "MDB velho de guerra" é uma falácia, ele começa o projeto de tomar a agremiação, que também não havia ajudado a construir no período mais negro da ditadura, de assalto e lentamente para não despertar a atenção dos antigos dirigentes paridários começa a filiar moradores das comunidades carentes ao partido.Já como deputado e com o apoio de setores da esquerda ainda abrigados no PMDB lança as bases de um projeto de poder para a sucessão do Maurício Fruet, sendo o grande mote o transporte coletivo.É fixado um pneu na parede de seu gabinete na Assembléia e com o apoio técnico do Germinal Pocá começa a desvendar os custos das planilhas do transporte municipal.Com este gancho e mais a estrutura do movimento social começa a projetar o seu nome criando fatos midiáticos.Usando a militância social para as filiações assume o controle da maioria dos filiados ao PMDB e derrota o candidato do José Richa na Convenção municipal do partido em Curitiba.Como candidato respaldado por intelectuais de esquerda utiliza uma corruptela da teoria da GPP (o cerco das cidades pelo campo) aonde o centro seria cercado pelos bairros e usando todo tipo de estruturas populistas, até as paramilitares, consegue derrotar o Jaime Lerner, candidato da extrema direta.Chegando a Prefeitura começa logo de cara a romper com a estrutura social que o elegeu e assumir os compromissos empresarias com os setores que antes combatia, sendo o maior exemplo o não cumprimento com a proposta principal de ruptura com a estrutura empresarial ligada ao setor dos transportes de massa, aonde em vez de uma revolução faz pequenas reformas para iludir o povo que o elegeu, já que o "maior feito" foi o de cunhar os vales transportes com o próprio símbolo da gestão.Logo a pós a eleição ele que antes estimulava os processos de ocupação urbana começa a coibir os mesmos, pois alegava que já que ele era o poder a questão habitacional agora seria resolvida de forma pacífica, o que não ocorreu, pois a fila da COHAB continuou a aumentar assustadoramente.Em vez de moradias decentes como havia prometido começou o processo de "maquiar as favelas", pois as principais obras que ocorreram nestas comunidades foram realizadas pelo governo José Richa e não por ele, tal quais o direito ao acesso a água encanada e a luz.Outra proposta era de levar o saneamento a periferia, o que virou uma fonte de grandes desperdícios de recursos públicos com a implantação da "canalização minhoca" do que antes eram as valetas, sendo estas feitas sem nenhum critério técnico pelas regionais comandadas pelo nepote Maurício Requião, pois a Prefeitura montou a fábrica de manilhas e estas sendo retiradas dos depósitos sem estar totalmente prontas, pois o tempo necessário para a secagem não foi respeitado, acabavam já em grande parte sendo destruída no processo de transporte e na colocação.A colocação das mesmas eram feitas pelas próprias comunidades carentes e cada uma "fez do seu jeito", o que acabou por gerar uma estrutura de canalização sem respeito ao nivelamento das tubulações e estas em pouco tempo estavam entupidas.A idéia que tinha sido vendida era de que o que estava sendo feito era esgôto, mas não era, pois estas galerias não levavam a nenhuma estação de tratamento, portanto não passando de meras galerias de água pluvial sendo usadas de forma errada pelo poder público, já que a poluição de nossos riachos e rios pelos dejetos domésticos continuou a ser uma realidade.Com as creches e demais equipamentos sociais não foi diferente, pois a qualidade dos prédios construídos eram péssimas do ponto de vista funcional como da durabilidade dos mesmos, que foram pessimamente equipados e as equipes de funcionários tiveram de apesar de estarem mal preparadas assumir cargas de trabalho desumanas, pois nas creches uma babá tinha de assumir até mais do que 30 crianças, o que as levava em pouco tempo a necessitarem de acompanhamento psiquiátrico, sendo que nas escolas municipais e postos de saúde ocorreram o mesmo.Desta farsa de processo aos outros maiores foi só um passo!Já na Prefeitura ele amplia o seu leque de alianças com os segmentos empresariais ligados a obras no setor público e com os burocratas travestidos de servidores a eles ligados.Em vez das velhas lideranças populares (sindicalistas, presidentes de associações de bairros, ambientalistas, membros de partidos de esquerda, etc.) ele começa a se cercar de empresários, políticos reacionários e da técnico burocracia e os "antigos amigos", já que não sei se ele cultiva este hábito de ter amigos, começaram a serem dispensados, a sumirem de sua volta.Com os antigos lideres do PMDB aconteceu o mesmo, sendo a maior ingratidão e traição cometida por este pretenso estadista o abandono do Maurício Fruet a própria sorte, assim dando d presente a eleição a Prefeitura ao Jaime Lerner.O projeto para chegar ao governo do Estado passava pela direita e ele aos poucos foi se afastando do antigo discurso pseudamente popular, mas sim populista, e falsamente assumiu a pretensa pose de um "estadista de centro".Começa o discurso do "Paranismo Acima de Tudo" em substituição ao do "Curitiba é Requião Irmão".Saindo do cargo de prefeito ele é abrigado pelo Álvaro na SEDU, onde começa a alavancar a sua candidatura a governador usando a mesma estratégia que antes tinha usado em Curitiba ao investir em cima neste momento dos diretórios municipais do Partido, pois já neste momento controlava uma boa parte do Diretório Estadual com alianças a direita, a esquerda e ao centro.Oportunista viu as contradições que haviam dentro do governo, pois o vice Ary de Queiroz que assumiria logo o governo era ligado ao grupo oriundo do PP e usando muito bem a sua rede de boatos conseguiu convencer ao Álvaro do risco eminente que seria o seu afastamento do governo para a disputa ao senado e este permanece governador.Destruir no processo de sucessão com as candidaturas ligadas ao próprio Álvaro foi uma tarefa fácil, pois o controle do Partido a nível regional já era uma realidade.Para se eleger governador usou e abusou de todos os estratagemas legais ou não que foram possíveis, sendo o "grande marco" o factóide Ferreirinha, que transformou o reacionário Martinez, que na época em que os fatos aconteceram era apenas um menino, no líder no comando de um grupo de pistolagem para o grilo de terra!Com o José Richa, o homem que possibilitou a sua vitória a Prefeitura, foi um grande canalha ao rasteiramente destruir com a sua imagem de homem público o uso de questões secundárias (aposentado, velho, etc.) tal qual anteriormente já tinha feito com o Fruet!Com discursos chauvinistas patrioteiros/paranistas calcados no populismo exacerbado fez um governo na prática técnico burocrático de centro, onde os grandes empresários deitaram e rolaram e entre estavam inclusos os grandes grupos de comunicação, que por verdes razões sofismaram sobre os seus atos de governo, assim transformando a trajetória de um governo que não chegou a ser mediano em uma "epopéia heróica".Saindo do governo, que novamente entregou ao Lerner, é eleito senador graças as mentiras e promessas feitas de cidade em cidade sobre o orçamento que iria deixar para o próximo ano, mas que não deixou. Nestes discursos mentirosos, que deixou o Mário Pereira em má situação junto aos prefeitos e candidatos, prometeu escolas, ginásios cobertos, estradas vicinais asfaltadas, meras palavras ao vento que ao serem posteriormente desmentidas pelo Mário causou a ruptura entre os dois.No senado por trás de um discurso pretensamente progressista, mas na prática falso moralista, a serviço do planalto detona com os seus antigos aliados Arraes, etc. provocando o escândalo das precatórias e com isto consegue acesso a mídia global com tentativa de alavancá-lo para a volta ao governo estadual.Com o instituto da reeleição, o que a nível geral considero que foi um profundo golpe ao processo democrático realizado pelo FHC, acaba por sair derrotado pelo lernismo na disputa ao governo.Na eleição de 2.000 volta a ser candidato a governador e aliado ao que existe de mais reacionário do ponto de vista do empresariado (Paulo Pimentel, Xavier, Cecílio do Rego Almeida, etc.) e aliado a todas as forças políticas possíveis e antagônicas, o que hoje gera tantos escândalos, consegue retornar ao governo estadual para exercer mais um governo de fachada, onde se discursa para a esquerda e governa com a direita e subordinado aos seus interesses econômicos (farsa da luta contra o pedágio, escândalos na SANEPAR e no Porto, etc.).Na reeleição, de salto alto, não consegue ver a amplitude das alianças contra o seu governo (mídia, agro negócios vinculados aos transgênicos, etc.), que estavam aliados ao seu ex-pupilo Osmar.
Para poder reverter à derrota teve de transformar o atual governo em uma coisa mais medíocre que o anterior, pois hoje na sua máquina existem mais ex-lernistas do que restaram de lernistas ao lado do próprio Lerner!Ao Povo e aos seus interesses estas alianças pela governabilidade custam caro!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

SALVANDO O PMDB

Desde ontem (25-9) Roberto Requião se encontra no Norte Novo (Londrina-Cambé-Maringá, depois Cambará, juntamente com um deputado.”abre alas”.) e Orlando Pessutti (com Romanelli) no Velho (Jacarezinho, Cornélio Procópio, Bandeirantes e adiante), tentando reparar os estragos dos últimos anos quando foram transformando o “MDB Velho de Guerra” numa extensão nobiliárquica da paranóia ideológica e caudilhismo político do retórico tribuno que centraliza a política paranaense; em memória do Pai, do Filho e do Espírito Santo ‑ aquele mesmo que se aproveitou do equívoco político deixado pela dupla José Richa‑Álvaro Dias, depois agravado pelo oportunismo de Màrio Pereira; para enfim criar um estamento político a sua imagem e semelhança.. Esse saldo só não “conhece” quem tem cargo em comissão embrutecido com a retórica funambulesca do gênio da Loja Nacional. O PMDB de Requião, Xavier, Arruda e Alexandre Cury se aproxima do fracasso e do fiasco-asco. As últimas eleições não lhe serviram de escarmento pois ele é autocentrado.
Requião tenta restaurar o que ele mesmo foi destruindo ao longo de sua carreira numa base política peemedebista e de “alianças programáticas” com Anibal-Alexandre Cury, Dobrandino‑Samys‑Iatauro et cia, e na esteira de seu narcisismo-paranóico e aventureirismo eleitoral, a culminar com a sedução do “Reitor Moreira” para, ao menos, “deixar mais um nome ilustre” sob sua clientela político-eleitoral. Agora, sua eventual candidatura ao Senado Federal, como salvação pessoal e famíliar, já está derruída pela instabilidade emocional e imaturidade personal, com que ia conseguindo esconder da “esquerda comissionada” usando discursos eloqüentes em alguns atos democratizantes à esquerda e desastrosos retornos de apoios e negócios, com retribuíções, inclusive aos financiamentos eleitorais de Cecílio Almeida, e o aditivo de pedágio da Lapa além de outras decisões suspeitosas.
Resta comprovado que a publicitária campanha do burocrata-herdeiro Roberto Richa venceu a publicitária campanha do herdeiro-burocrata Roberto Requião de Mello e Silva, os dois posando de especialistas em marketing político, a tripudiar sobre a inteligência da Região Metropolitana e do Paraná, embaindo anseios de explorados e oprimidos.
Somente um “maquiavélico” acordo jogando Beto Richa contra Gleisy-Bernardo e contra pela ordem, Alvaro bodoque Dias, Osmar Dias paspalho e Rubens Bueno, seu concorrente ao espelho de narciso, é que poderia reconstruir-lhe oportunidade de ser o dito que o Benedito afirma que ele é. Ufa! “Que tristes são as coisas consideradas em ênfase”

sábado, 20 de setembro de 2008

O MAGMA POLÍTICO

Diz um antigo brocardo: a quem aproveita, sujeita! Por outro: a coisa é o que parece. Terceiro à Lênin: se assim pratica, então conduz! As três expressões dialéticas de aparecer e ser são também três oxímoros populares (embora os ingênuos só admitam contradições quando não as percebem. Perdão, os penitentes de esquerda, idem). Ouço vozes exaltadas contra as lógicas políticas do que aparece nesse eleitoralismo ‑ os acertos de legenda não são (só) coisas do caráter dos dirigentes de partidos e movimentos sociopolíticos; aproveitam a eles. Bingo!
Qual a razão central que levou o PPS, o PSB e o PDT a se filiarem às correntes de direita em Curitiba e o PSOL e o PSTU a se colocarem à esquerda de todos os partidos “populares”, “democráticos” e “nacionais”. Estes, num gargarejar político construído em oposição à farsa política do PMDB do Rei Kião (discurso nacionalista‑prática oligárquica; retórica social‑prática personalista-familista; fala(cia) moralista‑negócios à parte) e ao PT do Paraná, descaracterizado de seus primados políticos pelo andreísmo-bernardismo, e evidenciado como o PT mais à direita do País. E aqueles, richistas na direita “de esquerda”, tudo à feição comissionada. Bem, tudo é sério entendimento do melhor processo eleitoral.
O PSDB e o Demo, que são partidos de representação de claros interesses econômico-políticos (e não abstrações enganosas), estão nadando de costas por causa da investidas das piranhas, atravessando assim o procelário de boatos e desavenças!.Vão tranquilamente porque têm uma só certeza: Gleise-Bernardo faz campanha pro governo em 2010, Beto Richa e Roberto Requião para o Senado Federal. Tudo à feição!
Voltemos ao ponto: “Tudo à feição” é simples aparência; e como o que parece como, assim se mostra é a coisa. Se assim é a prática, assim os fatos conduzem para onde? E o povo, o eleitorado, Mané? Bem... a quem assim aproveita, assim sujeita (o cabresto, ou o bom cabrito berra, depois?). Balir ou mugir é nosso direito de eleitor consciente.
E onde fica o pragmatismo da incaracterização ideológico-política? Bem... onde sempre esteve: à direita da esquerda e à esquerda da direita, aos aperreios e meneios: Se não puder fazer séria militância, se não puder participar do movimento social, ficaremos acusando o Dito e o Benedito. Afinal, o mundo de Deus é nossa imagem e semelhança?
E o Beto Richa, e o Requião e o Bernardo-Samek ? Eu não sei de tudo, mas o que eles terão a perder se “assim praticam e assim conduzem”?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ORA, NOSSA CONSTITUIÇÃO!

Com a mesma convicção com que as leis e regulamentações constitucionais vêm sendo procrastinadas por um obstinado “compromisso com esse vazio legal”, o poder legislativo federal ataca “desvios de função” nas ações institucionais públicas e o descumprimento da estrita inferência legal nos processos e inquéritos criminais que afetem “personalidades públicas”. De Daniel Dantas a Heráclito Fortes e seus convictos.
Qualquer Heráclito Fortes (indigitado pelas investigações de corrupção), Marcelo Itagiba ou Jungmann sangra-se em saúde para crucificar a Polícia Federal e a ABIN (e, de fianco, o Gabinete de Defesa Institucional de Lula), na sucessão de fatos e compromissos desencadeados no inquérito Daniel Dantas e as correições Gilmar Mendes. Por “estranho” que pareça, como é que Heráclito Fortes preside uma CPI que trata dele mesmo? O que tem que ver Marcelo Itagiba com a “estrita aplicação” de investigações para averiguar e punir delitos de autoridade policial, tendo sido “chefe de polícia” sob permanente acusação de irregularidades? Esses são os investigadores, e os suspeitos serão outros que não Daniel Dantas e seus comparsas.
Os fatos? Daniel Dantas na cadeia, e então o ministro Gilmar Mendes no STF dirime na política institucional quem e como vai “em cana”; e no intermeio a Polícia Federal e o Ministério Público desfulanizam os acusados de crimes e corrupção, em vez de “personalizá-los” atenciosamente como exigem as práticas desta República com a subsequiosa e beneplácita hermenêutica do Supremo Tribunal Federal. Os fatos? Os delegados Paulo Lacerda e Protógenes Queiroz investigavam ações do dirigente do Grupo Opportunity, e como se defrontavam com o “poder real” da política (Daniel Dantas, seu grupo e comparsas podem comprar membros e agentes do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de toda a imprensa “livre”), solicitaram (?) agentes da Agência Brasileira de Inteligência (organismo voltado a quaisquer investigações que envolvam a segurança nacional e de nossas instituições) para colaborar no processo.
As reações dantescas começaram no Congresso Nacional e se estenderam ao STF, para juntos pressionar politicamente Luiz Inácio Lula da Silva e impedir a continuação das investigações da PF que, atingindo o Opportunity, atingem “personalidades da República”, sócios, amigos e simpatizantes. Ao mesmo tempo, os grupos de pressão ameaçavam familiares de Lula como ativistas econômicos mal postos.
Para “pacificar essa Bolívia institucional” foi designado Nelson Jobim, famoso constituinte fraudatário, parlamentar ajeitado à divisão dos poderes, ex-presidente do Supremo e um sestroso e confabulante ministro de Lula.
Resumo: Os “patifes ilustres” deste mal-falado País (ou, simplesmente, a canalha política) contra-atacaram a sucessão de investigações sérias e isentas da Polícia Federal (a todas as investigações, inquéritos, escutas, processos) com o propósito de confiná-las às trivialidades, com a clara noção de que não devem “alcançar membros dos poderes

J'ACCUSE!

Ou o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres provam que foram objeto de escuta telefônica ilegal ‑ tudo a indicar, com objetivo reverso de desqualificar os procedimentos da Polícia Federal em (nesse ou em quaisquer?) processos por crimes de corrupção e prevaricação em que agentes públicos (entre eles, funcionários, parlamentares e ministros se tenham envolvido) ‑ ou devem ser não só investigados como processados na forma da Constituição Federal que eles dizem defender com entusiasmo cívico.
A cidadania da República, em seus plenos direitos, acusa o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de valer-se de seu cargo para tumultuar o processo em que é réu Daniel Dantas, falsificar provas para desnaturar o inquérito da Polícia Federal contra o capo do Banco Opportunity e de formação ilegal de grupo com o senador Demóstenes Torres e outros para intentar ações políticas ilegais contra o Poder Executivo e suas instituições.
E quando as perícias e laudos técnicos estão apontando a impossibilidade material de terem existido os alegados “grampos”, o cidadão-advogado Gilmar Mendes passa a desviar as atenções sobre seus procedimentos escandalosos, com enfáticas acusações de que a ABIN não pode colaborar com a Polícia Federal “em inquéritos criminais” (notadamente contra Daniel Dantas?). E, então, a sua mentira passaria a ser fundamentada? E acrescenta agora o titular da presidência no STF, especulando desmedidamente: “Há o risco de se formar uma ‘inconstitucional’ superpolícia’” (ou um superministro do STF a serviço próprio?).

terça-feira, 16 de setembro de 2008

VITÓRIAS DE PIRRO, DERROTAS DE LÊNIN

Pirro venceu “vitórias” que eram derrotas; e Lênin perdeu “derrotas” que foram vitórias. Da dialética, vivemos; porém como a idiotia pode obscurecer ‑ e com certeza escurece a razão ‑, explico esses paradoxos: Ações políticas têm determinado fim, definido e obfirmado, mas o seu contexto nos informa de suas aparências e dimensões reais; para quem sabe ler.
Não tratemos de Pirro, de quem se presume conhecer a história. Tratemos de Lênin, da dialética histórico-materialista, do marxismo. Quem imaginou que uma estratégia política, uma revolução ou um sistema econômico-social inovadores fossem movimento de uma simples decisão, uma linha, um caminho firmado é um sensitivo delirante ou intelectual confuso aprisionado à “metafísica da ordem e do caos” ‑ onde separa “o certo” do “errado” para ficar com o seu duvidoso porque não entende de classes sociais, vida econômica e política e suas sínteses políticas datadas.
Quando a dogmática do “marxismo burocrático” impôs a crédulos e oportunistas que a revolução num só país,1917-1967, (*ao fim da Era Kruschov-Breznev) se estava consolidando (*porque, principalmente, seus “inimigos extrínsecos” se tornavam cada vez mais nítidos), o processo dialético marxista fora estuprado por esse oportunismo burocrático-estamental-“marxista-stalinista”. A maioria dos “marxistas revolucionários” não se dava conta de que “revoluções também são realizadas por etapas sob contra-revoluções externas e internas”. Assim, as “derrotas” marxistas revolucionárias” não são “vitórias de Pirro” e sim processos dialéticos inconclusos. A acreditar ‑ como eu ‑ que “os processos políticos socialistas” são afirmações políticas dos trabalhadores e de sua razão social-produtiva, que podem aglutinar as classes oprimidas e exploradas, até vencer algumas lutas político-institucionais impondo novo sistema econômico-social, mas seus intentos de poder e realização não erradicam de vez a propriedade privada e uma sociedade de classes em suas práticas produtiva e social. E se isso não se tornar muito claro é porque lideranças contra-revolucionárias e reacionárias se apropriaram da condução da revolução (Vide Stalin e os “expurgos de 1937/38” e a repressão policial exacerbada desde então. Seguida da “restauração política burguesa de Kruschov-Brejnev até a dêbacle Ieltsin-Gorbachov-Putin)Destarte, se me concederem o direito de pensar e opinar com fundamentos, as invariantes dos revolucionários de cátedra e as posições dos dogmáticos de ofício e dos seguidistas na política ao dia, devem ser radicalmente acrisoladas na discussão e no debate políticos, para assim fortalecer o compromisso fundamental de classe e com sua revolução. O resto é retórica e maledicência de que se valem metafísicos embuçados, oradores de ocasião e os eternos oportunistas que se organizam à sombra e a pretexto do processo político real

DIREITA, VOLVER!

A classe média a prêmio (estipendiada pelo Erário público e crescentemente vindicativa) e sua agressiva burocracia institucional se alçam contra Evo Morales, Rafael Caldeira, Hugo Chávez, Tabaré Vasquez, Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva. E em qualquer lugar em que as reformas econômicas, sociais e políticas estejam em pendência, os grupamentos estamental-fascistas impõem seus privilégios de “elite social e política”, mas na verdade mascarando a grande “causa final” do verdadeiro poder econômico-político multinacional que a alimenta. Juntamente com setores da burocracia de Estado, atacam as reformas econômico-sociais em suas políticas públicas e bloqueiam uma divisão social de rendas. Ela é a massa atuante reacionária contra não só alguma revolução político-militar (o que alega para conhecidos golpes de Estado em todos os países do mundo e da América; para nós, mais sensitivamente no Cone Sul), mas a mudanças estruturais do sistema produtivo e social.
Todos os países globalizados pelo imperialismo temos essa dolorosa experiência, em que estão agora sitiados Evo Morales e Hugo Chávez. Nossos países (re)democratizados continuam sofrendo essa pressão e esse abuso, que vão chegando rapidamente ao desmonte constitucional como na Venezuela e na Bolíviae, sempre iminentes, em qualquer parte em que a CIA e seus sócios internacionais e nacionais insistem na conservação de privilégios de juros, câmbio e comércio; e no reconhecimento de que a aristocracia mundializada é a condutora da “livre” democracia formal-representativa.
Royalties, dividendos e juros advindos das riquezas nacionais, agora destinados às reformas por Evo Morales, estão no centro da questão política, porque uma “elite” da nobreza altiplana, essa escória de especuladores, fraudatários e argentários transnacionais, pretende conservar a “sua Nação”, a “sua República”, a sua “livre-determinação democrática””. E para isso, contam com a “Imprensa Livre” da América e a “mediação política” dos seus vassalos na OEA. Trinta anos depois da “Operação Condor” poderá surgir a “Operação Abutre” e seus gusanos.
Seu “capo” de sicários não é Leopoldo Fernández (de Pando) ou qualquer outro mercenário institucionalizado nos departamentos da “Meia Lua”; é o embaixador dos Estados Unidos da América e seus comparsas da CIA na Bolívia. E, expulso o chefe nominal, ficaram outros, muitos nas instituições públicas superiores (embuçados nas forças armadas e no judiciário, porque os do legislativo já são conhecidos).
Lutar por políticas nacionais justas e oportunas deve ser a base da unidade nacional e das classes sociais oprimidas e exploradas em cada país, construindo assim uma ponte da unidade política nas Américas e no mundo. Enquanto isso, divulgar e esclarecer é preciso.

domingo, 14 de setembro de 2008

ESPORTIVIDADES

Qualquer tema tem seu corte empirista-subjetivista e sua perspectiva sócio-política; e se um não se estorce no outro, pode integrar-se. Fui jogador medíocre porém atento, então, umas questões preliminares - Em quantos segundos Ronaldinho faz 100 metros? Como está a “explosão”, movimentação e agilidade de cada um? E, assim, qual a relação altura-peso-massa muscular dos jogadores? Eles têm feito exames biométricos, de dinâmica e funções musculares? E sua parte emotiva (porque essa imagem de aponia e dispersões) Que diabos, o que vemos em um Ronaldinho atleta? A alienação e o medo.

Desprezando Dunga, como vão os demais (anões?) seleto-desorientados? A seleção brasileira vem sendo vexame não-ocasional; tanto quanto reconhecemos alta qualificação técno-atlética na maioria desses jogadores. Até o presidente Lula (de quem não tenho procuração, mas se sabe ter espírito crítico e ser apaixonado pela bola) disse o que todos sabemos: se é esse sistema e jeito de jogar, a “escola brasileira faliu”; e nossos jogadores só podem aprender o jogo lá fora. Tanto bastou para que Ricardo Teixeira se distraísse, Dunga atribuísse tudo às emoções do destino; e um imbecil escoiceasse o presidente Lula com uma frase burra: por que não se nacionaliza argentino? Se não duvidávamos da condição atlética de Júlio César, teríamos agora razões de duvidar da sua higidez mental e compostura social: como goleiro pode fechar o gol mas abre a boca só para dizer exaltadas sandices, com pruridos de “pop star”?

Só um cretino poderia ignorar que falta para cada um dos jogadores da seleção noção clara de funções e reciprocidades, e, além de orientação, empenho nos jogadores da seleção brasileira. Porém, nessa maioria sobra-lhes efeitismos e maneirismos. Ninguém está obrigado a vencer mas a justificar responsabilidade baseada no encargo.

Admitindo certa ($) inapetência dos técnicos de seleção e de suas idéias de organização tática, somadas com pouco tempo disponível para treinos e determinação das funções a cada membro da equipe (há semelhanças com os treinadores de times, que esquecem o brocardo de Oto Glória: Movimentem-se! Quem desloca recebe, quem pede tem preferência?). Onde objetiva verticalidade na ação direcionada ao gol?

Fiquemos por ora apenas em Ronaldinho, como padrão e exemplo: Cena 1: Se não falha a memória, aos 27’ do segundo tempo contra a Bolívia, Ronaldinho livre a 8 metros da meta (bola na área, “sobrando”), em vez de atirar a gol, a devolve infantilmente para o “bolo” de jogadores ao lado.Cenas 2 e 3; nesse e em jogo anterior: em mais de uma oportunidade, em vez de disputar com drible, ou sem ele, para ultrapassar o adversário em direção ao gol, surge-lhe insegurança e inibição que o levam a derivar em dribles e “gratificar-se” em passes. Quem quiser fazer análises, decomponha os momentos de Ronaldinho durante os últimos jogos, em sua atitude tímida em relação a investidas diretas a gol. Depois faça o mesmo com os nossos demais “grandes narcisos” do Olimpo